sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Esperando!

Passei toda a minha vida há espera
há espera de um momento meu,
desesperando pela falta tempo,
pelo tempo que não chegava
para pensar em mim...

Esse tempo chegou,
vejo agora, demasiado depressa,
recheado de um vazio
que me deixa entorpecida
fazendo-me pensar em como fui egoísta.

Quero rejeitar este tempo livre
que agora me enche a alma
não quero ter estas longas horas,
Inúmeras horas de solidão e dor...

Não está a ser fácil
As saudades são demasiadas
e a dor que se instala é insuportável
Amo-te e ainda não aprendi a viver sem ti!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Agora que Tu já não...

Agora que Tu já não...
Eu terei que viver
e saber que estarás
do outro lado...
Esperando por mim!

Sei que um sinal me darás
no silêncio da noite,
ou num belo dia de sol.
Falar-me-ás sem voz,
ver-te-ei sem olhar,
ouvir-te-ei sem escutar.

Sei que estarás
do lado de lá
Daquela ponte
que todos atravessaremos
como quem passa
para a outra margem do rio.

Nessa margem onde habitam os anjos
Anjos que voam ao de leve
qual brisa fresca
Onde tudo é "Ser Luz"
Luz brilhante
mas não ofuscante
Somente Branco-Luz.

domingo, 9 de janeiro de 2011

A grande procura

Olhos grandes
abertos, muito curiosos,
porém,
tristes também.
Anseiam um olhar igual,
Curioso mas inocente
no meio de tanta gente.

A procura é longa
exaustiva e ineficaz
Não, não são capazes,
nesta multidão
não há perdão.

Rosto sérios
e insensatos
correrias... sacos diversos
passos apressados
dureza na voz
olhares vitrificados
e tão sós...
Stress!

Olham o pulso
Horas apressadas
correrias longas
caminhos incertos
ou destinos concretos.

Vidas loucas!

Crianças que choram
que fazem birras
juventude desenfreada
com cabelos espetados
e t'shirt's garridas.

Os olhos tristes
e curiosos procuram
procuram,
sem nada encontrar!
Não desistem, continuam
para todo o sempre
continuam tristemente a olhar.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Longo Caminhar

Caminho ausente, neste presente
que não tem rumo
Caminho depressa
e sem vontade de chegar!
Sinto-me empurrada pelo vento
até ao clímax do meu destino.
Resta-me aceitar.

Caminho porque preciso de me cansar.
Caminho, caminho para esquecer
olho e vejo rostos desconhecidos,
oiço vozes, risos, gargalhadas...
doí-me a alma
e sinto as minhas lágrimas a queimar.

Apresso o passo, olho em frente
Algo me está a impulsionar
Sinto-me quase a chegar...
Não posso! Quero voltar!...

Olho para trás e é tão belo
Quero-me virar e regressar
Não posso!
Tenho que percorrer o Caminho
Sabendo que não posso vacilar

Caminho, caminho, caminho!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Azul ou Cor de Rosa (mui clarinho)

Como poderia, Meu Deus
este mundo ser tão belo
se a crassitude das pessoas
fosse punível
tal como, sofrer...
tal como, ter e não poder,
tal como, poder
e não querer...

Como é bom
Amarmos
todos sem pudor
como é bom
Estarmos
bem com o nosso interior.

É tudo tão simples
Tão fácil!
Tal como existir.
Cumprir a nossa missão
sem ninguém desiludir.

Sempre com Altivez
Mas simples e acessível
Amar o nosso Próximo
tornar isso possível!
Com muita rectitude
Contigo e com o próximo
Sorrir...
com hilaridade
mesmo quando
só te apetece Chorar!

Conseguir tirar
a decrépita nuvem cinzenta.
Aquela que te rodeia
constantemente,
assumires a tua sina
limpares com dignidade
a tua mente!

E quando a teu redor
(mesmo num maravilhoso
dia de sol radiante)
só vires cinzento
ou escuro
Pensa Azul, pensa Rosa
pensa em Amor
Pensa em Esperança.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

No mesmo lugar!

A vontade de desopilar
é grande, monstruosa
não me deixa descurar..

O papel é branco
a caneta escreve...
azul,
(azul porquê?
porque é que se chama azul,
branco, preto!
Quem disse???)

Voltemos a desopilar
porquê?
Porque o que penso é caustico
como uma chama
forte, imponente
tal como arde na lareira
nas noites frias de Inverno.

Chove!
O dia está cinzento
frio e molhado,
desagradável...
pela janela vislumbro
prédios enormes
sombrios,
vejo rostos repletos de perfídia!
Rostos que não reconheço
que não memorizo...

Reflexos de supremacia!

Não é cisma,
não saio incólume
a tudo isto.
Eu estou ibidem!